Noite ontem foi
dessas. Mata-mata acelera os corações e faz emergir estrelas em consagração. Copa
é sempre Copa. Quem não nada era, nada tinha e pouco esperava, repente tudo
rapa.
A Copa do
Brasil viveu noite com futebol da mais genuína popularidade. Gols por demais.
Viradas. Falta de luz e lampejos de gênios. Heroísmos e injustiças das muitas:
cardápio completo dos melhores ingredientes em farta porção que fazem desse
esporte o mais querido.
O retrato
escrito embaixo enquadra partidas que tive logro de ver ou ao menos abiscoitar
bons pedaços de emoção.
Nas entrâncias
de Arapiraca-AL, mesmo jogando com turma reserva, o Cruzeiro carimbou
favoritismo ante o surpreendente e digno Santa Rita. Presença surpreendente
nestas oitavas de finais, os alagoanos sacaram mais surpresa ao vazar os azuis
no primeiro tempo. Na segunda tranche, davia, tudo rolou na linha do previsível. Cruzeiro fechou o 2 a 1 da virada e, se bem somado com o
primeiro embate, temos 7 a 1. Placar largo que brasileiro não vê plano de
esquecer.
Após susto de
queda frente ao Bragantino na ida, na volta o Timão não fez rogo para liquidar
em logo sua fatura nas paragens de Itaquera. Enfiou três tentos rede adentro em
filme de 20 minutos, com cenas roubadas por Renato Augusto. O Corinthians ainda
cedeu honra de um tento à turma de Bragança, mas ficou na boa para rolar a
pelota e engolfar o apito final classificatório com o placar de 3 a 1.
Não vi com
atenção o que se deu lá nas alturas do Castelão, mas de um fato o incendiário
de General Severiano celebrou demais da conta. Segundo consta, o jogo teve
apitagem escorregosa de lama e lambança, mas sem viés. O Vozão era havido
vencedor, por incríveis 3 tentos a 2, até os 49 do segundo tempo. Pois em dois
minutos o Fogão logrou feito de empatar e virar com golaço em placa de André
Bahia. O alvinegro da estrela solitária, que tinha perdido em casa por 2 a 1, garantiu
seu salto à frente na competição. Placar final mostrou 4 a 3 com botafoguenses
em justos pulos de suado heroísmo.
Cá no
balneário, o Maraca também fez jus às suas épicas tradições e viu o Flamengo deixar
rotas as vestes do improvável. Tinha caído por 3 a 0 para os coxas brancas em
Curitiba e já ensaiava desculpas montadas no foco direcionado para o outro
campeonato brasileiro. Não sem controvérsia, o juiz apontou a marca penal duas
vezes e Alec converteu ambas, inflando esperanças da torcida. Mais um gol foi
achado por Eduardo e o desfecho levado aos pênaltis.
A incompetência
do boleiro brasilis para tiros na marca dos 11 metros é tão extremosa que faz
assunto para outro texto. Fato sofrível é que a goleiragem fez festa. Dos 12
penais cobrados, apenas 5 encontraram as redes. Paulo Vitor felicíssimo nas
defesas e no flerte com a fortuna. Flamengo verteu três tiros em gol, avança às
quartas de finais e segue firmoso na ladeira da raça, desde que o já desgastado e desacreditado Luxa assumiu o comando da tropa.
Chamado às
falas pela imprensa, o herói flamenguista Eduardo declarou: “No futebol tudo é
possível”. De um fato. Óbvia boleiragem em forma de verdade.
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