por Edu Praça
Tô em peleja com meu amigo Celso e
me meto agora no falatório da política. É que ares do futebol andam circundando
a atmosfera eleitoral.
Os ventos do racional sopram tão
longe da vela politiqueira que eleitor virou torcedor de arquibancada. Gritoso
no estufar do peito, mas esquecido que voto é menos pulmão que consciência.
Costurando a linha da
concordância, Celso e eu achamos que um desse povo deveria lançar mais panela
de pressão nas outras cozinhas da politicagem oficial. Falo do parlamento e das
assembleias, que é em verdade o escritório das nossas mais vivas necessidades e
deveria ser a antessala das nossas mais imediatas lamúrias.
Brasileiro é povo centroso que
não gosta de dividir responsabilidade. Candidato a presidente sabe que, se
escolhido, herda de um pronto todos os pecados da humanidade. Se o time do
Felipão dançou sacudido frente à artilharia alemã, sabemos claro que a culpa
foi da presidenta. Desse um jeito, pouco ou nada cobramos dos excelentosos
deputados e senadores.
Ora, vejam se minha incomodação
não faz um bico de sentido. O atual candidato tucano à presidência tem larga
vivência nos corredores da política. É senador da república que exibe vanglória
de ter sido cunhado em preparo para esquentar a mais importante cadeira da
nação. Devo esperar que um tal sujeitoso senador tenha ideias para a lapidação
da república. Passo além das ideias, um senador tem poder. Teve o mineiro queijo e faca
para lançar ao parlamento suas ideias de um país melhorado.
Mas então um caboclo cidadão vai
lá no saite do Senado curiosar e bate a cara na frustração: o distinto senador
nada aprovou. Propostas nenhumas no galho da relevância. Quatro anos de
inatividade.
Cá me resta a pensamentosa
conclusão de que não cai possível deixar voto no senhor Aecio.
Quem sabe é caso de pedir
gentileza ao Senhor Palhaço Tiririca, agora escolado de reeleição, que conte à Excelência Neves o que se faz no Parlamento.
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