por Edu Praça
Então pois é. Este blogue acabou vivendo férias coletivas neste dezembro em junto com o futebol nacional. Engulo a culpa toda, pois meus caboclos camaradas Celso e Cuca há dias me cutucam com a vara curta da aporrinhação.
Alegam estar há dias nadando em leito dos assuntos muitos, mas nada querem publicar antes da registrosa manifestação sobre o caneco da Copa do Brasil conquistado em levante inédito de braços pelo Galo mineiro.
Razão toda deles. Nós, que somos três seguidores do rival derrotado Cruzeiro, seríamos logo e justamente alvejados pela tinta do descrédito. Diriam nossos poucos e bons leitores que isso aqui é espaço de conveniência para torcedor cegueta lançar tapete abaixo os ganhames adversários. Davia, cá não estamos eu ou meus caboclos parceiros para dourar pílulas de glória própria e cerrar olhos para festa alheia armada no salão da nossa queda.
O retardo deste texto não se deveu a tal tipo de picaretosa covardia. Se me faço explicoso, fato é que fui acometido pela singela preguiça: o jogo final, enunciado e esperado como clássico ditoso das emoções, não foi além de reprise do primeiro certame. Fiquei sem ânimo sob o risco de pintar texto sem traço de originalidade.
Cá vamos, davia.
O time azul, não sei por que cargas, vestia branco. De um fato, assentou com o pálido futebol entoado. Recém consagrado campeão nacional, escapou de ver o rival capturar o título na rede da goleada. A orquestra cruzeirense não suou gota de resistência. Chegava atrasado em tudo o que se chamava lance. Desafinou completamente enredada pelo domínio da disciplina galense. A magreza do placar mínimo não revela o que foi a supremacia do campeão.
Galo entrou em campo vestindo o tradicional preto da força e o branco da velocidade. Tinha até como opção vestir o vê da vantagem e viver jogo feiosamente sentado sobre os dois a zero da primeira partida no Horto. Assim não o fez. Marcou muito e jogou sempre no campo adversário. Quis a vitória e a conquistou ainda no primeiro tempo pela cabeça de Diego Tardelli. De resto, o arqueiro azul Fabio viu bola em sua trave e operou algumas de suas típicas milagragens para assegurar queda honrosa.
Assim foi que deu Galo e só Galo na cumeeira do merecimento todo.
Devoto ao rival os parabéns por incrementar sua história com mais um troféu.
Cumprido o devido e assegurado o crédito deste blogue, meus sócios de peleja já podem serenos destilar seus achismos de um novo. Venha o ano quinze com futebol do puro e razão muita para tagarelagens de pensabundos.